quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mensagem dos Gêmeos Dia dos Pais


Pai, desde que fomos semeado aqui, nossa vida não tem sido ruim.
No começo nós fomos tomando forma, fomos crescendo, crescendo e,
agora, já parecemos uma cópia (meio achatadinha) de você.
Pai, como tem água aqui!



Antes de sair, queremos lhe dizer que não estamos com medo.
Alguns anjinhos nos contaram que vamos morar num lugar
apelidado de " Planeta Água ".


Então, creio que não vamos estranhar muito.

Queremos avisar-lhe que na hora em que sairmos, vamos abrir
um berreiro daqueles, tá?
Afinal, vamos dar de cara com um baita espaço e muita
gente estranha em volta de nós !
No começo vamos dar um pouquinho de trabalho, viu?
Até nos habituarmos, muitas vezes vamos acordá-lo
por causa de dorzinhas de barriga, de ouvido, resfriadinhos
e aquelas coisas próprias de gente muito pequena.
Ah! ... não fique com ciúme da mãe, viu?
Por algum tempo ela deixará você meio em segundo plano,
pois estará por demais ocupada com as grandes
novidades chamadas Cauã e Clara
Isso não quer dizer que o Amor dela por você terá diminuído.
Na continuação, tudo irá se ajeitando, o Amor que teremos
um pelo outro aumentará cada vez mais e, um belo dia,
você se verá encomendando uma correntinha com um
pingente de ouro incrustado com nosso primeiro dente de leite.
Isso sem falar nas nossas botinhas, que você levará
penduradas no espelho retrovisor do carro!
Mais adiante iremos para a escola, nos finais de semana brincaremos
juntos e, finalmente, um dia estaremos crescidos, talvez do seu
tamanho ou até maior.
Lembraremos com saudade dos maravilhosos momentos que
teremos passado juntos e, em todos os nossos aniversários,
nós lhe daremos mais um daqueles emocionados abraços, dizendo:
"Segura mais esse, Pai!
Filho criado é trabalho dobrado!" ou triplicado! Não é Yan?
Chegamos, Pai!




terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Pão de Cristo

O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado João.
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à
mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava
muito…
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clubesocial, quando viu chegar um casal.
  João lhe pediu algumas moedas para poder comprar algo para comer.
-Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado- disse ele…
Sua esposa, ouvindo a conversa perguntou:
-Que queria o pobre homem?
-Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido.,
- Lorenzo, não podemos entrar e comer uma comida farta que não
necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
-Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro
para beber!
-Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, João ouviu tudo que disseram.
Envergonhado, queria se afastar depressa correndo dali, mas neste
momento ouviu a amável voz da mulher que dizia:
- Aqui tens algumas moedas.
Consiga algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não
perca a esperança.
Em algum lugar existe um lugar de trabalho para você. Espero que
encontre.
-Obrigado, senhora.
Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar de novo.
A senhora me ajudou a recobrar o ânimo!
Jamais esquecerei sua gentileza.
-Você estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o - Disse ela com um
largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo.
João sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo.
Encontrou um lugar barato para se alimentar um pouco.
Gastou a metade do que havia ganhado e resolveu guardar o que
sobrara para o outro dia, comeria ‘O Pão de Cristo’ dois dias.
Uma vez mais aquela descarga elétrica corria por seu interior.
O PÃO DE CRISTO!
-Um momento! - Pensou.
Não posso guardar o pão de Cristo somente para mim mesmo.
Parecia-lhe escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na
escola dominical. Neste momento, passou a seu lado um velhinho.
-Quem sabe, este pobre homem tenha fome, pensou -……
Tenho que partilhar o Pão de Cristo.
- Ouça-exclamou João-. Gostaria de entrar e comer uma boa comida?
O velho se voltou e encarou-o sem acreditar.
- Você fala sério, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte,
até que estivesse sentado em uma mesa coberta, com uma toalha e com um
belo prato de comida quente na frente.
Durante a ceia, João notou que o homem envolvia um pedaço de pão
em sua sacola de papel.
- Está guardando um pouco para amanhã? Perguntou.
- Não, não. É que tem um menininho que conheço onde costumo
freqüentar que tem passado mal ultimamente e estava chorando quando o
deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão.
- O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a
estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela
mesa. Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que
havia soado antes em sua cabeça.
Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou a
engoli-lo com alegria.
De repente, se deteve e chamou um cachorrinho.
Um cachorrinho pequeno e assustado.
- Tome cachorrinho. Dou-te a metade - disse o menino.
O Pão de Cristo alcançará também você.
O pequeno tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a vender
o jornal com alegria.
- Até logo! Disse João ao velho. Em algum lugar haverá um emprego.
Não desespere!
- Sabe? -sua voz se tornou em um sussurro. - Isto que comemos é o
pão de Cristo. Uma senhora me disse quando me deu aquelas moedas para
comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom!
Ao se afastar, Vitor reparou o cachorrinho que lhe farejava a perna.
Agachou-se para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde
estava gravado o nome e endereço de seu dono.
João caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu
na porta.
Ao sair e ver que havia sido encontrado seu cachorro, o homem ficou
contentíssimo, e logo sua expressão se tornou séria.
Estava por repreender João, que certamente lhe havia roubado o
cachorro., mas não o fez pois João mostrava no rosto um ar e
dignidade que o deteve. Disse então:
- No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate.
Tome!! João olhou o dinheiro meio espantado e disse:
- Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho.
- Pegue-o! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto!
Você precisa de um emprego?
Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita falta uma pessoa
íntegra como você.
Ao voltar pela avenida aquele velho hino que recordava sua infância,
voltou a soar em sua alma. Chamava-se ‘PARTE O PÃO DA VIDA’,
‘NÃO O CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS AS SOBRAS,
DAI COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA’.
QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA DE TOMAR
NOSSA CRUZ E SEGUI-LO, MESMO QUE DOA!